Esta obra de Ercole de’ Roberti, pintada por volta de 1482, é daquelas peças que nos obriga a parar e a olhar com atenção, não só pela técnica, mas pela densidade emocional que carrega.

O Luto e a Esperança | Um Olhar Sobre o "Cristo Morto" de Ercole de’ Roberti
Já sentiste aquela sensação de que uma pintura está a contar várias histórias ao mesmo tempo, como se fosse um filme congelado num único quadro? É exatamente isso que acontece quando paramos em frente ao "Cristo Morto" de Ercole de’ Roberti (visita National Gallery).

Hoje quero convidar-te a mergulhar comigo nesta obra-prima do Renascimento de Ferrara. Não é apenas uma imagem religiosa; é um puzzle de emoções, onde o silêncio da morte se cruza com uma intensidade quase palpável.

Uma Composição que Desafia o Tempo
O que mais me impressiona nesta obra é a forma como o artista organiza o espaço. No centro, temos a figura de Cristo, amparado por anjos cujos rostos carregam uma tristeza profunda, mas serena. Ele está sentado no túmulo, num estado que os historiadores de arte chamam de Imago Pietatis: um momento de transição entre a morte e a ressurreição.

Mas repara nos detalhes que rodeiam esta cena principal:
À esquerda: Vemos São Jerónimo, quase despido, num gesto de penitência, lembrando-nos da fragilidade humana.

Ao fundo, no topo do monte: Ercole de' Roberti leva-nos de volta ao Calvário. Consegues ver as três cruzes? É como se o pintor quisesse que visses o "antes" e o "depois" num só fôlego.

À direita: Surge a figura de São Francisco de Assis, recebendo as estigmas, unindo o sofrimento de Cristo à experiência dos santos.

O Poder da Luz e da Cor

Repara como as cores são terrosas, quase austeras, mas a pele de Cristo parece ter uma luz própria. De' Roberti era mestre em criar estas texturas que parecem quase esculpidas na pedra. O cenário rochoso e árido não é por acaso; ele serve para realçar a dureza do sacrifício, mas também a solidez da fé.
Porque é que esta obra ainda nos fala hoje?

Podes perguntar-te: "O que é que uma pintura com mais de 500 anos tem a ver comigo?". A resposta está na humanidade. Independentemente das tuas crenças, esta obra fala sobre a perda, sobre o apoio (repara como os anjos seguram o corpo com uma delicadeza extrema) e sobre a procura de sentido no meio da dor. É uma pintura que não te pede apenas para ser vista, mas para ser sentida.

Título completo The Dead Christ
Artista Ercole de' Roberti
Datas do artista Ativo em 1479, falecido em 1496
Parte do grupo O Díptico de Este
Data de execução Cerca de 1490
Técnica e suporte Têmpera de ovo sobre madeira
Dimensões 17,8 × 13,5 cm
Crédito de aquisição Comprado em 1894
Número de inventário NG1411.2
Localização Sala 51
Coleção Coleção Principal (Main Collection)
Proprietários anteriores Sir Charles Lock Eastlake Elizabeth Rigby, Lady Eastlake
Moldura Moldura italiana do século XV

Reparaste nas dimensões? São apenas 17,8 x 13,5 cm. É uma obra minúscula, quase do tamanho de uma fotografia de mesa, o que torna o nível de detalhe do Ercole de' Roberti ainda mais impressionante.

Gostaste de descobrir estes detalhes? Espero que este post te tenha ajudado a ver esta obra com outros olhos. Se tivesses de escolher um detalhe que mais te marcou, qual seria? Diz-me nos comentários, gostava muito de saber a tua opinião!

Vivemos cansados. Não é só cansaço físico. É um cansaço profundo, silencioso, que se infiltra na mente, no corpo e nas emoções. Dormes e acordas cansado. Tentaste suplementos, terapias, mudanças de alimentação… e mesmo assim sentes que algo não encaixa.

É exatamente aqui que o livro “Cure o seu sistema nervoso”, da Dra. Linnea Passaler, faz um clique interno quase imediato.
 

O problema não és tu. É o teu sistema nervoso em sobrecarga

A grande viragem deste livro está numa ideia simples, mas poderosa: muitos dos sintomas modernos não são problemas isolados. São sinais de um sistema nervoso desregulado.

Ansiedade, burnout, dificuldade de concentração, inflamação crónica, problemas digestivos, fadiga persistente… parecem coisas diferentes, mas partilham a mesma raiz. Um corpo que vive demasiado tempo em modo de sobrevivência. A Dra. Linnea Passaler, médica e criadora de um programa digital de saúde que já ajudou milhares de pessoas em todo o mundo, defende algo que faz cada vez mais sentido à luz da neurobiologia moderna:
não adianta tratar sintomas se o sistema que os governa continua em stress constante.

Porque é que a medicina tradicional não chega

A medicina convencional tende a fragmentar. Um sintoma, um especialista.
Um problema digestivo vai para um lado, a ansiedade para outro, a fadiga para mais um exame.
O livro questiona esta lógica e propõe uma visão sistémica do corpo humano. O sistema nervoso não é apenas “mais um sistema”. Ele é o centro de comando. Quando está em desequilíbrio, tudo o resto sofre.

E não, isto não é conversa vaga. A abordagem da Dra. Passaler baseia-se nas mais recentes descobertas sobre stress crónico, trauma e neurobiologia. Uma das mensagens mais fortes do livro é esta: a cura não é apagar fogos. É mudar o terreno onde o fogo nasce. Em vez de reagir constantemente aos sintomas, a autora convida-te a entrar num processo proativo de restauração do sistema nervoso. Um processo que respeita o corpo, o ritmo individual e a história de cada pessoa. Nada de soluções milagrosas ou fórmulas rígidas. O foco está em aprender a ler os sinais do teu corpo e criar segurança interna.

O método em cinco passos

O coração do livro é um método prático, organizado em cinco passos, pensado para ser adaptado à tua realidade. Não é um plano fechado, é um mapa. Tudo explicado de forma clara, acessível e humana, sem linguagem técnica desnecessária.

Sem revelar tudo, o método passa por:
- compreender como o stress e o trauma moldam o sistema nervoso
- identificar padrões que mantêm o corpo em alerta constante
- regular o sistema nervoso através de práticas simples, mas consistentes
- restaurar a saúde física, emocional e cognitiva de forma integrada
- criar bases para um bem-estar sustentável, não temporário

Um livro que se sente no corpo

Este não é um livro que se lê apenas com a cabeça.
É um livro que se sente. Enquanto lês, começas a reconhecer-te nos exemplos, nos sintomas, nas descrições daquele estado de “estou sempre a aguentar”. E, mais importante ainda, começas a perceber que não estás avariado. Estás desregulado. E isso pode ser trabalhado.

Este livro é para ti se:
- vives em stress constante, mesmo quando “está tudo bem”
- sentes ansiedade, exaustão ou confusão mental sem causa aparente
- tens sintomas físicos recorrentes que parecem não ter explicação clara
- já tentaste várias abordagens e sentes que falta algo mais profundo
- procuras uma cura sustentável, e não apenas alívio temporário

“Cure o seu sistema nervoso” lembra-nos de algo essencial: o corpo quer curar-se. Precisa apenas das condições certas. Ao devolver segurança ao sistema nervoso, devolves clareza à mente, energia ao corpo e estabilidade às emoções. Não de um dia para o outro, mas de forma real, consistente e duradoura. Se sentes que o teu corpo anda a pedir ajuda há demasiado tempo, talvez este livro seja exatamente o ponto de partida que faltava.

Cure o seu Sistema Nervoso
de Dra. Linnea Passaler
ISBN: 9789896879563
Edição/reimpressão: 01-2026
Editor: Pergaminho
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 231 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 312
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Saúde e Bem-Estar > Vida Saudável


Na correria em que vivemos, às vezes esquecemo-nos de que a comida é, na verdade, a nossa primeira forma de cuidado. Esta receita de Costelinha de Porco saudável e equilibrada não serve apenas para te matar a fome ou satisfazer o paladar... ela foi pensada para ser um verdadeiro bálsamo para o teu sistema energético.

Se mergulhares um pouco na sabedoria da Medicina Tradicional Chinesa, vais perceber que a harmonia entre os ingredientes é o segredo para te sentires bem. Enquanto a costelinha de porco trabalha para nutrir o teu Yin e hidratar os tecidos, o gengibre e o anis estrelado entram em cena para garantir que a tua digestão se mantém forte e protegida. É quase como um abraço térmico ao teu sistema digestivo.

Mais do que uma simples refeição, este prato é um convite para fazeres uma pausa. Ao preparares estes ingredientes, estás a cuidar de ti, a fortalecer a tua energia vital e a promover um equilíbrio que vais sentir na tua disposição e clareza mental. Deixa-te guiar pelos aromas e aproveita cada garfada como um momento de cura autêntica.

Ingredientes
- 500g de Costelinha de Porco
- 3 fatias grossas de Gengibre fresco
- 2 dentes de Alho
- 1 colher de sopa de Mel
- 1 unidade de Estrela de Anis
- 2 colheres de sopa de Molho de Soja (Shoyu)
- 1 talo de Cebolinha
- arroz branco ou arroz integral q.b.
- ananás fresco ou grelhado q.b.

Preparação
Coloca as costelinhas numa panela com água fria e leva ao fogo. Quando começar a ferver e surgir espuma, descarta a água e lava bem a carne. Este passo elimina impurezas e calor tóxico segundo a MTC.

Numa panela de fundo grosso ou de barro, aquece um fio de óleo. Junta o gengibre e o alho e deixa perfumar. Acrescenta as costelinhas e doura levemente de todos os lados. Aqui inicia-se o movimento do Qi, essencial para evitar estagnação.

Adiciona o molho de soja, o mel e a estrela de anis. Cobre com água quente até quase tapar a carne. Baixa o fogo, tapa a panela e deixa cozinhar por 45 a 60 minutos. O cozimento lento torna a energia do prato mais fácil de ser absorvida pelo Baço.

Nos minutos finais, retira a tampa e deixa o molho reduzir até ficar mais espesso e brilhante, concentrando o sabor doce e salgado. Desliga o fogo e salpica a cebolinha fresca por cima antes de servir.

Esta Receita de Costelinha de Porco, nutre os fluidos corporais, tonifica o sangue e fortalece os ossos (Rins) segundo os princípios da Medicina Tradicional Chinesa. é ideal para o outono e inverno e indicada para pessoas com cansaço frequente, pele seca, sensação de frio interno ou desgaste físico e emocional. Contraindicação: evita se estiveres com gripe, língua com saburra muito grossa (excesso de humidade) ou diarreia.

Sugestão de acompanhamento

Serve com nabo cozido (daikon). Na MTC, o nabo ajuda a digerir carnes, faz descer o Qi e evita a formação de muco no organismo. Serve também com

Análise Energética do Prato

- A costelinha nutre o Yin e a Essência Vital
- O arroz sustenta o Baço e a digestão
- O ananás ajuda a processar a gordura e evita estagnação

- Costelinha de porco: nutre o Yin do Rim, hidrata os tecidos e fortalece ossos e medula.
- Gengibre: aquece o sistema digestivo, protege o Baço e expulsa o frio interno.
- Alho: move o Qi, evita estagnações e ajuda na eliminação de toxinas.
- Mel: tonifica o Qi do Baço e harmoniza todos os ingredientes.
- Anis: aquece o Aquecedor Médio e melhora a digestão de carnes.
- Soja (shoyu): o sabor salgado, usado com moderação, direciona a energia para os Rins.
- Água quente: facilita o cozimento lento e preserva a energia do prato.
- Cebolinha fresca: ajuda a circular o Yang e traz leveza energética ao prato.

Espero que aproveites cada pedaço e que esta refeição te traga aquela sensação de conforto e renovação que tanto mereces. Depois de experimentares, conta-me como te sentiste e se o aroma na tua cozinha não mudou logo o teu estado de espírito. Bom proveito!

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E se o teu cérebro pudesse ficar mais rápido, mais focado e mais confiante em apenas quatro semanas? Não como promessa vazia, mas como resultado de treino consciente, diário e simples. É exatamente essa a proposta do livro Treine o Seu Cérebro em Quatro Semanas, do Dr. Gareth Moore. Este não é um livro para leres passivamente. É um livro para viveres.

O cérebro também se treina

Durante muito tempo acreditou-se que o cérebro era rígido, que nascia com um limite fixo. Hoje sabemos que isso não é verdade. A neuroplasticidade mostra-nos que o cérebro muda, adapta-se e fortalece-se com estímulo certo e repetido. O Dr. Gareth Moore parte dessa base científica e transforma-a em algo prático. Exercícios curtos, acessíveis e pensados para o dia a dia. Nada de teorias complicadas. Aqui, o foco está na ação.

Quatro semanas, quatro áreas chave

O livro está organizado como um plano de treino mental de 28 dias. Cada semana trabalha competências específicas, criando um progresso natural e sustentável. É um treino equilibrado, que não sobrecarrega, mas também não deixa o cérebro em piloto automático.

Ao longo das quatro semanas, vais estimular:
- memória e capacidade de retenção
- concentração e atenção sustentada
- raciocínio lógico e resolução de problemas
- rapidez mental e flexibilidade cognitiva

Pequenos desafios, grandes mudanças

Os exercícios parecem simples à primeira vista. Puzzles, padrões, sequências, jogos de lógica. Mas é aí que está o segredo. A simplicidade permite consistência. E a consistência cria mudança real. Não é magia... é treino.

Com a prática diária, começas a notar diferenças subtis mas profundas:
- pensas com mais clareza
- tomas decisões com menos hesitação
- sentes menos cansaço mental
- ganhas confiança na tua capacidade de pensar

Para quem é este livro? Não interessa a idade. O cérebro responde sempre quando é estimulado com intenção.

Este livro é para ti se:
- sentes a mente constantemente cansada ou dispersa
- queres melhorar foco e produtividade sem pressão
- gostas de desafios mentais, mas com propósito
- acreditas que cuidar do cérebro é tão importante como cuidar do corpo

Treinar o cérebro é um ato de autocuidado

Num mundo que exige atenção constante, informação rápida e decisões contínuas, treinar o cérebro deixou de ser um luxo. É uma necessidade.

Treine o Seu Cérebro em Quatro Semanas lembra-te de algo essencial: a tua mente precisa de estímulo, mas também de estrutura. E quando lhe dás ambas, ela responde. Tal como um músculo, o cérebro fortalece-se quando é desafiado com respeito, ritmo e consciência. Talvez este seja o sinal que precisavas para começares hoje.

SOBRE O AUTOR

Gareth Moore

Gareth Moore é conhecido pela sua paixão por enigmas e desafios mentais. Ao longo dos anos, escreveu dezenas de livros de quebra-cabeças e jogos pensados para estimular o cérebro e manter a mente ativa.

Para além dos livros, criou a plataforma BrainedUp.com, dedicada ao treino mental, e é também o responsável pelo PuzzleMix.com, um site inteiramente focado em enigmas e desafios de lógica.

É doutorado pela Universidade de Cambridge, onde desenvolveu trabalho na área da inteligência artificial, ensinando máquinas a compreender inglês falado. Um percurso que explica, em parte, a forma clara, inteligente e envolvente como cria desafios que fazem mesmo pensar.

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O inverno chega sempre com uma mudança subtil na energia... um abrandar natural, um convite ao recolhimento, uma necessidade de proteger o nosso fogo interno. Mas, para muitos, esta estação também traz cansaço, ansiedade e aquela sensação de “peso” emocional difícil de explicar.

A verdade é simples: o teu corpo, a tua energia e o teu ritmo interno mudam com as estações. E, se não acompanhas esse movimento, acabas a lutar contra aquilo que deverias honrar.

Hoje quero ajudar-te a perceber o que se passa energeticamente no inverno e como podes atravessar esta fase com mais vitalidade, mais calma e mais presença.

O inverno e a energia yin: porque te sentes mais lenta?

Na Medicina Tradicional Chinesa, o inverno é dominado pela energia yin: fria, profunda, introspectiva, lenta. É a estação dos rins: o centro da tua vitalidade, força interior e resiliência.

Quando ignoras este chamado ao repouso, aparecem:
- fadiga mental e física
- irritabilidade ou ansiedade silenciosa
- sensação de “baixa energia” mesmo dormindo bem
- maior sensibilidade emocional

Não é fraqueza. É o teu corpo a pedir coerência.

1. Respiração para acalmar a mente e aquecer por dentro

A tua respiração muda no inverno, tende a ficar mais curta e superficial. E isso aumenta ansiedade e tensão.

Experimenta diariamente:
Respiração 4-6
- inspira em 4
- expira em 6
- repete 8 vezes

Este simples prolongar da expiração desativa o “modo alerta” e ativa o teu sistema de descanso. É grounding instantâneo.
 

2. Nutre-te com alimentos que protegem os rins e o teu qi

Seguindo a MTC e um toque ayurvédico, aposta em alimentos mornos e fáceis de digerir:
- sopas ricas e caldos aromáticos
- pratos com feijões, lentilhas, grão
- gengibre, canela, curcuma, noz-moscada
- abóbora, cenoura, batata-doce
- infusões de ervas aquecedoras

Evita o excesso de cru e de frio, que enfraquece o sistema digestivo e aumenta cansaço.

3. Abraça a lentidão ritual: o teu corpo precisa dela

No inverno, tu não és suposta fazer tanto.
És suposta fazer melhor, com mais consciência e menos pressa.

Pequenas rotinas que ajudam:
- acordar 10 minutos mais cedo para despertar devagar
- criar um ritual noturno de luz baixa e silêncio
- escolher 1 prioridade real por dia (não 10)
- proteger o teu espaço energético: menos estímulos, mais interiorização

A tua energia agradece esta desaceleração.

4. Práticas restaurativas que te devolvem paz

- banho quente com sal grosso ou lavanda
- alongamentos suaves (não forçares)
- leitura ao final do dia, em vez de ecrãs
- massagem nos rins com óleo morno (um clássico da MTC)
- óleo de sésamo morno nos pés antes de dormir (Ayurveda)

Isto não é mimo, é manutenção energética.

5. Mantém aceso o teu fogo interior

O frio externo exige mais do teu corpo, e é por isso que te sentes mais cansada.

Para manter vitalidade:
- não saltes refeições
- evita longos períodos sem comer
- mantém o abdómen e os pés sempre quentes
- passa mais tempo em ambientes acolhedores, com luz suave

O teu fogo vital enfraquece com descuidos simples.

Quando honras a energia do inverno, tudo muda
O inverno não é para aceleração.
É para integração.
Para recuperar força.
Para recolher-te antes da expansão da primavera.

Se respeitas esta estação, o teu corpo estabiliza, a mente acalma e a ansiedade perde terreno.
O inverno deixa de ser um inimigo, torna-se um aliado silencioso na tua evolução.

Há momentos na vida em que percebemos que já não somos exatamente quem fomos e que também ainda não somos totalmente quem estamos a tornar-nos. É um espaço intermédio, delicado, quase silencioso… mas cheio de potencial. Entrar em 2026 traz precisamente esta energia: a de nos reencontrarmos connosco, de alinharmos o que sentimos com o que fazemos e de reclamarmos uma identidade que evolui, respira e cresce ao nosso ritmo. E é aqui que começa o teu caminho de volta a ti.

A identidade não é fixa, é viva
Durante anos, ensinaram-nos a pensar na identidade como algo sólido, estável, quase definitivo. Mas, na verdade, a tua identidade é um organismo vivo: muda com as tuas estações internas, adapta-se às tuas experiências, expande-se quando tu te permites crescer.

2026 convida-te a fazer uma pergunta simples, mas poderosa:
Quem sou eu agora... não ontem, não no ano passado, não antes de tudo isto… mas hoje?”

Reconectar-te contigo: práticas para voltares ao teu centro

1. Cria um momento de pausa para te escutares
Tira 10 minutos... mesmo que seja no carro, no sofá ou no meio do caos. Fecha os olhos e pergunta:
- O que mudou em mim este ano?
- O que deixei de tolerar?
- O que passei a valorizar?
- O que o meu corpo me diz quando não estou a ser fiel a mim?

Esta escuta interna é uma das bases da Identidade Holística.

2. Observa a tua energia... ela fala antes de tu falares
Em 2026, a tua presença será a tua maior assinatura.

Repara:
- Onde te sentes expansiva?
- Onde te contraias?
- O que te cansa rapidamente?
- O que te recarrega?

A tua energia é o teu primeiro cartão de visita, para ti e para os outros.

3. Alinha hábitos ao teu “eu atual”, não ao “eu antigo”
Se já não és quem eras, também já não tens de continuar a viver segundo rotinas que já não te representam.

Pergunta-te:
Esta rotina ainda serve a pessoa que estou a tornar-me?
Este padrão ainda traduz aquilo que quero para 2026?
Quando mudas hábitos, ajustas a tua identidade subtilmente e sem esforço.

4. Reescreve a narrativa interna
O teu diálogo interno molda a tua identidade mais do que qualquer rótulo externo.

Experimenta trocar frases como:
“Sou sempre assim” → por → “Estou a aprender a ser diferente.”
“Não consigo mudar” → por → “Estou num processo de evolução.”

A Identidade Holística trabalha muito esta reprogramação suave e compassiva.

A Identidade Holística como bússola para 2026

O teu projeto D’alma surge exatamente para este tipo de momento: quando sentes que uma nova versão tua está a nascer e precisas de clareza, estética e propósito para te expressares... seja na tua vida pessoal, na tua marca ou no teu trabalho.

A Identidade Holística une:
- Autoconhecimento
- Energia pessoal
- Narrativa emocional
- Estética e expressão visual

Porque a tua identidade não é só o que dizes, é o que vibra desde dentro.

Em 2026, o convite é este:
Cultiva uma identidade que te represente energeticamente, emocionalmente e visualmente. Uma identidade que seja tua e não uma expectativa alheia.

Um ritual simples para começares já
Pega num caderno e escreve três frases:
- Quem eu já não sou mais.
- Quem eu sou agora.
- Quem estou pronta para me tornar.

Lê em voz alta.
Respira fundo.
E permite-te sentir.

A tua identidade para 2026 começa exatamente aqui: no instante em que escolhes voltar a ti.
Há receitas que não são apenas comida... são um convite a abrandar, a saborear o momento e a celebrar com intenção. Este lombo de salmão no forno é exatamente isso: simples na preparação, elegante no prato e equilibrado no sabor. Ideal para quando queremos algo especial, mas sem excessos, algo que nutra o corpo e acalme a mente.

O salmão, rico e delicado, combina na perfeição com a crosta aromática de ervas, o toque adocicado do mel e a acidez subtil da mostarda. Os legumes assados trazem conforto e cor, enquanto o puré de ervilhas acrescenta frescura e leveza ao prato.

Ingredientes (4 pessoas)
Para o salmão:
- 4 lombos de salmão fresco
- 2 colheres de sopa de mostarda Dijon
- 1 colher de sopa de mel
- 1 dente de alho ralado
- raspa de 1 limão
- sumo de meio limão
- ervas frescas picadas (salsa, endro ou tomilho)
- azeite q.b.
- sal e pimenta preta q.b.

Para os legumes assados:
- 2 cenouras
- 1 curgete
- 1 cebola roxa
- 1 pimento vermelho
- azeite q.b.
- alecrim ou tomilho q.b.
- sal e pimenta q.b.

Para o puré de ervilhas:
- 400 g de ervilhas congeladas
- 1 colher de sopa de azeite ou manteiga
- hortelã fresca (opcional)
- sal q.b.
- um pouco de água da cozedura

Preparação
Corta os legumes em pedaços médios, coloca-os num tabuleiro, tempera com azeite, ervas, sal e pimenta. Leva ao forno a 200 °C durante cerca de 25–30 minutos, até ficarem dourados e macios.
Mistura a mostarda, o mel, o alho, a raspa e o sumo de limão, as ervas, um fio de azeite, sal e pimenta.
Coloca os lombos de salmão noutro tabuleiro, barra-os generosamente com esta mistura e leva ao forno durante 12–15 minutos, até ficarem suculentos.
Coze as ervilhas em água com sal durante poucos minutos. Escorre (reserva um pouco da água) e tritura com azeite, hortelã e um pouco da água da cozedura até obteres um puré cremoso e vibrante.
Espalha o puré de ervilhas no prato, coloca o lombo de salmão por cima e acompanha com os legumes assados. Finaliza com ervas frescas e um fio de azeite.

Este é um prato que equilibra sabor, leveza e elegância, perfeito para fechar o ano com gratidão e começar o novo com clareza e bem-estar. Um jantar que sabe a celebração, mas também a cuidado contigo e com quem partilha a mesa.

 

FELIZ 2026!

Há um momento, no início de cada ano, em que tudo parece possível. As páginas estão em branco, as ideias fervilham e a vontade de “fazer tudo melhor” cresce quase sozinha. Mas 2026 convida-te a um caminho diferente: menos corrida, mais consciência. Menos esforço, mais intenção. Organizar a tua vida este ano não é sobre encaixar mais tarefas no calendário, é sobre criares espaço para aquilo que te nutre, te expande e te devolve a ti mesma.

1. Simplifica o que é complexo

Antes de planeares qualquer coisa, faz uma limpeza mental. Pergunta-te:
- O que é que ainda faço por obrigação?
- O que já não tem lugar na minha vida?
- O que realmente me aproxima da pessoa que quero ser?

Escrever estas respostas dá-te uma visão incrível sobre os teus verdadeiros pilares.

2. Escolhe prioridades que te representam

Não precisas de dez metas. Precisas de duas ou três intenções fortes, alinhadas com o que sentes no corpo, não apenas com o que a mente exige. Pode ser:
- cuidar melhor da energia
- estabilizar uma rotina saudável
- investir na tua criatividade
- fortalecer relações com significado

3. Estrutura com suavidade

Organizar a tua vida não significa controlar cada minuto. Significa criar um chão onde possas pousar:
- Uma agenda semanal com blocos amplos, sem sobrecarga.
- Rituais de início e fim do dia para te recentrares.
- Um “dia de reset” mensal para veres o que mudou, o que funciona e o que pede revisão.

Esta suavidade dá-te espaço para respirar e, paradoxalmente, para seres mais produtiva.

4. Deixa a tua casa acompanhar o teu ritmo

A energia da tua casa influencia mais do que imaginas. Quando a casa vibra em alinhamento, tu também vibras. Em 2026, torna-a uma aliada:
- Desapega do que está a ocupar espaço sem servir propósito.
- Cria cantos que convidem à calma: luz quente, velas, plantas.
- Mantém visível apenas aquilo que te inspira.

5. Escuta o teu corpo como bússola

Produtividade verdadeira nasce do corpo regulado e não do cansaço. Honrar o corpo é honrar o teu tempo. Observa:
- os teus ritmos,
- as horas em que tens mais clareza,
- os dias em que o foco pede descanso,
- a forma como o teu corpo reage às tuas escolhas.

6. Faz escolhas com alma, todos os dias

A tua vida não precisa de uma reinvenção. Precisa de coerência. Pequenas escolhas diárias, feitas com presença, constroem anos inteiros de transformação: beber água com intenção, sair para respirar, dizer não ao que te drena, dizer sim ao que te expande.
Em 2026, organização é autocuidado. Produtividade é presença. E equilíbrio é viveres ao ritmo da tua própria alma.

Se alinhas a tua vida com esta energia, tudo o que fizeres nasce de um lugar mais verdadeiro e isso muda tudo.



As manhãs de inverno pedem outra coisa. Mais calor, mais suavidade, mais alimento verdadeiro. Acordar e ir direto para algo frio só aumenta a sensação de cansaço... o corpo precisa de despertadores quentes, nutritivos e que acendam a energia sem te deixarem pesada.

Hoje trago-te um pequeno-almoço perfeito para esta estação: Papas cremosas de aveia com maçã quente e especiarias e um boost de energia natural. É simples, rápido e transforma completamente a forma como começas o dia.
 
Ingredientes (1 a 2 porções)
- 5 colheres de sopa de flocos de aveia
- 1 chávena de bebida vegetal (aveia, amêndoa ou a tua preferida)
- ½ chávena de água
- 1 maçã pequena cortada em cubos
- 1 colher de chá de canela
- 1 pitada de gengibre em pó
- 1 pitada de cardamomo (opcional, mas mágico no inverno)
- 1 colher de sobremesa de sementes de chia ou linhaça
- 1 fiozinho de mel, geleia de agave ou xarope de ácer
- Um punhado de nozes, amêndoas ou granola para topping

Preparação
Numa frigideira pequena, coloca a maçã em cubos, a canela, o gengibre e o cardamomo.
Adiciona um pequeno fio de água e deixa cozinhar 3 a 4 minutos até ficar suave e perfumada (este passo sozinho já aquece o corpo e acalma a mente... o aroma funciona como um ritual).
Num tacho, junta a aveia, a bebida vegetal e a água. Acrescenta as sementes de chia ou linhaça.
Cozinha em lume brando, mexendo sempre, até engrossar e ficar cremosa.
Envolve parte da maçã quente dentro das papas e deixa outra parte para colocar por cima.
Finaliza com frutos secos, um fio doce e se quiseres, mais um toque de canela.

 Porquê este pequeno-almoço é perfeito para o inverno?
- Aquece o corpo logo pela manhã (essencial quando as temperaturas descem)
- As especiarias (canela, cardamomo, gengibre) ativam o fogo digestivo, aumentam energia e reduzem a letargia
- A aveia e a chia estabilizam a glicemia e evitam picos de fome ou ansiedade
- A maçã quente conforta, acalma e ajuda a manter o sistema imunitário forte
- É um pequeno-almoço que te deixa nutrida sem te pesar

Transforma este momento num ritual Não é só comida, é como começas o dia.
Enquanto preparas, respira fundo. Enquanto mexes a panela, sente o cheiro das especiarias. Enquanto serves, repara na cor, no vapor, na textura. Um pequeno gesto, mas que muda a energia de toda a manhã.



A pintura retrata um instante muito doce e quotidiano. Vemos uma mulher elegantemente vestida a observar, com atenção, uma menina que mergulha um biscoito no seu café com leite. Um detalhe delicioso e muito "humano" é o facto de a criança ainda ter rolos de papel no cabelo, mostrando que a sua preparação para o dia ainda está a meio.

Símbolos de Status e Riqueza

Apesar de parecer uma cena simples, ela grita "luxo" por todos os lados para a época:
- Bebidas Caras: No século XVIII, o café e o chocolate eram produtos exclusivos e caríssimos, acessíveis apenas à elite.
- Objetos de Luxo: A porcelana chinesa, o bule de prata e a bandeja de laca não eram apenas utensílios; eram símbolos de uma posição social elevada.

A Mestria de Liotard no Detalhe

O que realmente distingue o Liotard é a sua técnica quase fotográfica. Ele não se limita a pintar objetos; ele "constrói" texturas:
- Reflexos Reais: Ele usa camadas densas de pastel para criar os reflexos na prata e na porcelana. Consegues quase sentir o brilho da bandeja de laca onde tudo está apoiado.
- A Assinatura Escondida: Liotard foi muito criativo aqui. Em vez de assinar num canto, escreveu o seu nome, a data e o local (Liotard / a Lyon / 1754) numa partitura de música que sai de uma gaveta entreaberta.

Embora a obra funcione quase como uma "natureza-morta com figuras humanas", acredita-se que os modelos sejam familiares do próprio pintor, a família Lavergne, que vivia em Lyon (daí a inscrição na partitura). É por isso que sentimos uma proximidade e um carinho que não se vê em retratos encomendados mais formais. É curioso comparar esta obra com a do Lancret, não achas? Enquanto um foca o "flirt" e o perigo, Liotard foca o conforto e a ligação familiar.

Até meados do século XVIII, as crianças eram quase sempre pintadas como "mini-adultos": usavam roupas pesadas e rígidas e tinham expressões demasiado sérias. Mas, por volta da altura em que o Liotard pintou a família Lavergne, algo mudou.

Aqui tens três pontos-chave para entenderes essa evolução:
1. O Nascimento da "Infância"
Graças a pensadores como Jean-Jacques Rousseau, a sociedade começou a ver a infância como uma etapa única da vida, e não apenas uma fase de espera pela idade adulta. Vês isso nos rolos de papel no cabelo da menina. É um detalhe descontraído, quase um "atrás das câmaras", que humaniza a criança em vez de a apresentar como uma estátua perfeita.

2. Do Formal ao Brincalhão
Depois desta época (entrado o século XIX), os pintores começaram a focar-se no brincar. Começamos a ver crianças com bochechas rosadas, a correr, a brincar com animais de estimação ou a fazer tropelias. A rigidez deu lugar ao movimento e à espontaneidade.

3. O Foco na Educação e no Afeto
A relação entre pais e filhos passou a ser o tema central. Neste quadro olhar da mulher não é de vigilância severa, mas de ternura. Esta mudança preparou o caminho para artistas posteriores (como os Impressionistas) que passaram a pintar a infância como um período de luz, cor e liberdade.

Título completo: The Lavergne Family Breakfast (aqui)
Artista: Jean-Étienne Liotard 
Datas do artista: 1702 - 1789 
Data de fabricação: 1754 
Médio e suporte: Pastel sobre papel, montado em tela 
Dimensões: 80 × 106 cm 
Resumo da inscrição: Assinado; Datado 
Crédito de aquisição: Aceito em substituição do Imposto sobre Heranças pelo Governo de Sua Majestade, proveniente do espólio de George Pinto e destinado à Galeria Nacional, 2019. 
Número de inventário: NG6685 
Localização: Quarto 42 
Coleção: Coleção principal 
Quadro: Moldura francesa do século XVIII

The National Gallery
Trafalgar Square
London
WC2N 5DN



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